Artigo: os Desafios dos Drones nas Cidades Inteligentes

International Brazil Air Show 2019: Cidades Inteligentes e Desafios da Aviação do Futuro. AL DRONES, especialista em Projeto & Certificação de Drones, traz visão do futuro sobre Cidades Inteligentes e Aeronaves Não Tripuladas

al drones no ibasEnquanto o mercado de Drones desponta no Brasil e no mundo, cresce a demanda pela organização e integração dos RPAS no espaço aéreo.

No Brasil, já são 75.077 Drones cadastrados na ANAC, sendo 27.665 de uso profissional. Nos Estados Unidos, os dados da FAA (Federal Aviation Administration, a autoridade aeronáutica norte-americana) apontam para 277.000 registros, com previsão de crescimento para 830.000 em 2023.

Nesse cenário desafiador, onde os RPAS passam a competir o espaço aéreo com aeronaves tripuladas, o setor de Drones ganha a atenção dos órgãos ligados à aviação mundial. Nesse contexto, o painel de Drones, moderado pela DroneShow, foi destaque na IBAS 2019.

Contando com a presença de autoridades, como o Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas e o Tenente-Brigadeiro do Ar e presidente da Infraero, Hélio Paes de Barros Júnior, as palestras do IBAS atraíram o público do setor, focando em regulamentação, desafios e oportunidades na aviação.

No painel de Desafios Regulatórios para os Drones, participaram o Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues, Diretor-Geral do DECEA, André Arruda, sócio da AL DRONES, e Roberto Honorato, Superintendente de Aeronavegabilidade da ANAC.

A discussão do painel evidenciou a necessidade do aumento da segurança no setor, para que os Drones possam ser inseridos em cenários operacionais cada vez mais complexos, como Cidades Inteligentes.

“Para ampliarem sua participação na sociedade, os Drones devem ser integrados ao conceito de Cidades Inteligentes. Nesse contexto, os Drones se tornam ferramentas realmente poderosas”, explica André Arruda. “No entanto, para que possam ser utilizados de forma generalizada, as Aeronaves Não Tripuladas devem garantir um nível de segurança comparável ao atingido na Aviação”, conclui.

Políticas de incentivo ao uso seguro das aeronaves não tripuladas, fomentando a economia do setor, juntamente à viabilização de tecnologias como DAA (Detect & Avoid) e UTM (UAS Traffic Management) são passos necessários para aumentar o escopo operacional dos RPAS.

Regulamentação atual e desafios

A regulamentação brasileira atual (RBAC-E N° 94 e ICA 100-40) contempla de forma satisfatória os voos para RPAS distantes de pessoas, em cenários bastante complexos, como operações BVLOS (voos além da linha de visada) ou acima de 400ft.

Nesses cenários (voos BVLOS ou acima de 400ft), é necessária a Autorização de Projeto na ANAC. Exemplos desse sucesso foram as Autorizações para voos BVLOS da série de Drones SenseFly eBee, conduzidas pela AL DRONES.

Segundo André Arruda, “a regulamentação para RPAS no Brasil é bastante avançada, no contexto mundial. No entanto, é necessário um esforço conjunto para que possamos levar os Drones a cenários operacionais ainda mais complexos”.
Dentro do painel de Drones, três assuntos ganharam destaque como desafios para que os Drones possam ganhar espaço nas Cidades Inteligentes: Integração ao Espaço Aéreo, voo sobre pessoas, e regulamentação para treinamento & licenças de pilotos de Drones.

Nesse contexto, o esforço conjunto de Autoridades Aeronáuticas mundiais, dentro do grupo JARUS (sigla em inglês para Joint Authority for Rulemaking of Unmanned Systems) tem sido um dos pilares para a elaboração de requisitos, prevendo um aumento da complexidade operacional dos Drones.

“O Grupo JARUS tem trabalhado para mapear as necessidades e requisitos, de forma a garantir a segurança das operações de RPAS”, explica André. Dentro do JARUS, grupos de trabalho dedicam-se à Segurança de Voo e Gerenciamento de Risco dos RPAS, considerando cenários operacionais como voo sobre pessoas, integração ao espaço aéreo e tecnologias como DAA (Detect and Avoid).

Avanço do Setor: Cidades Inteligentes e Delivery Drones

Focando em integração dos Drones em Cidades Inteligentes, o painel contou com o anúncio da parceria firmada entre AL DRONES e SPEEDBIRD AERO, empresa pioneira em Delivery Drones no Brasil.

“A ideia é avançar as fronteiras do setor, utilizando tecnologias que permitam o Drone Delivery seguro, no espaço aéreo integrado do futuro”, explicou André Arruda, da AL DRONES. A empresa será responsável por conduzir os processos do novo modelo de Drone Delivery, para certificação e autorização das operações, junto às autoridades DECEA e ANAC. “Consideramos a Segurança de Voo o aspecto fundamental para as operações de Drone Delivery. Por isso, trataremos cada operação com a devida cautela, sempre obtendo as autorizações necessárias das Autoridades”.

Exemplos do setor de Delivery têm despontado em alguns países, como o projeto Google Wing, que recebeu recentemente a certificação FAA Part 135 (Air Carrier Certification), pela Autoridade Norte-Americana FAA, para operação de entrega em Blacksburg, Virginia, EUA.

UTM

O UTM (sigla em inglês para Unmanned Traffic Management) foi outro ponto de destaque do painel na IBAS 2019. Essa tecnologia surge como necessidade para integração definitiva dos RPAS ao espaço aéreo.

O conceito envolve o controle de tráfego dos RPAS, através de identificação eletrônica remota (Remote ID) das aeronaves para gerenciamento do tráfego aéreo. “O UTM será a ferramenta que permitirá a integração efetiva das aeronaves remotamente pilotadas ao espaço aéreo. Podemos verificar o esforço de diversas autoridades aeronáuticas mundiais nesse sentido”, complementa André.

Através de informações disponibilizadas ao gerenciamento do tráfego, como altitude e velocidade, o controle poderá garantir a separação mínima entre aeronaves tripuladas e RPAS.

Emerson Granemann (CEO MundoGeo), André Arruda (Sócio AL DRONES), Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues (Diretor-Geral do DECEA) e Roberto Honorato (Superintendente de Aeronavegabilidade, ANAC)

Emerson Granemann (CEO MundoGeo), André Arruda (Sócio AL DRONES), Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues (Diretor-Geral do DECEA) e Roberto Honorato (Superintendente de Aeronavegabilidade, ANAC)

Rumo ao Futuro

Os Drones estão cada vez mais integrados ao ecossistema da aviação mundial. Interações com a ANAC e DECEA já são rotina na operação dessas aeronaves. Com os projetos de RPAS passando por análise de engenharia e aprovação das Autoridades Aeronáuticas, seu potencial de operação se torna cada vez maior, permitindo a necessária integração às Cidades Inteligentes do futuro.

Pioneirismo no mercado

A AL DRONES foi a primeira empresa no Brasil a conduzir uma Autorização de Projeto ANAC para voos BVLOS. Hoje, tem participação ativa para desenvolvimento do mercado de Drone Delivery e atua para garantir a expansão segura do setor.
A Companhia tem participação na DroneShow Plus 2019, de 5 a 7 de Novembro, em São Paulo.