Uma das tecnologias usadas pelos setores de infraestrutura, energia, saneamento, óleo e gás, logística, mineração e defesa civil é a SAR- Radar de Abertura Sintética
O solo guarda segredos que a superfície nem sempre revela. Em projetos de infraestrutura, mineração e gestão ambiental, a ausência de dados precisos sobre o que está abaixo do terreno pode resultar em riscos operacionais, custos imprevistos e lacunas críticas na tomada de decisão. Métodos tradicionais, muitas vezes, dependem de amostragens pontuais, sondagens físicas invasivas e modelos que nem sempre representam a complexidade real do terreno, fatores que, somados aos altos custos logísticos, limitam a eficiência dos projetos.
Uma das tecnologias usadas pelos setores de infraestrutura, energia, saneamento, óleo e gás, logística, mineração e defesa civil é a SAR- Radar de Abertura Sintética. Neste cenário, a Radaz desenvolveu o modelo RD350, o único sistema no mundo a combinar três bandas de frequência com alta portabilidade. Pesando apenas 5 kg, o equipamento pode ser facilmente embarcado em drones, reduzindo os custos operacionais e facilitando o acesso a áreas remotas. Atualmente, o RD350 já opera em oito países, sendo aplicado no monitoramento de encostas, barragens, pontes, ferrovias e até vulcões.
RD350: A ciência por trás das três bandas
A eficiência do sistema reside na integração de frequências distintas, cada uma com um propósito específico. O RD350 possui três antenas, que são capazes de capturar simultaneamente dados da superfície, da estrutura da vegetação e de camadas profundas do solo. O resultado é um modelo tridimensional contínuo e mensurável, transformando áreas complexas em ambientes compreensíveis e previsíveis.
Banda P: projetada para atingir mais de 50 metros abaixo da superfície, esta banda revela estruturas geológicas, lençóis freáticos, zonas de erosão e cavidades naturais. Em projetos de infraestrutura pesada e mineração, essa capacidade reduz a necessidade de sondagens invasivas, oferecendo dados diferenciados em relação às informações obtidas por métodos tradicionais com amostras isoladas.
Banda L: operando na camada entre a copa das árvores e o solo, a banda L captura dados de aproximadamente 0,5 metro de profundidade. É essencial para medir o volume de biomassa, avaliar a umidade do solo e realizar tomografias para mineração. Essas métricas são fundamentais para o monitoramento ambiental, conformidade com critérios ESG e gestão territorial de precisão.
Banda C: focada na camada superficial, mapeia com alta resolução a rugosidade do terreno, a altura da vegetação e a umidade da superfície. Esses dados apoiam o monitoramento agrícola, o planejamento urbano e a modelagem hidrológica, quando variações milimétricas podem indicar vetores para a gestão do território.
Diagnóstico e mitigação de riscos
A integração dessas três bandas em um modelo único 3D permite conectar, de forma inédita, o que está na superfície, sob a vegetação e profundamente enterrado. Esse diagnóstico reduz incertezas técnicas e mitiga riscos operacionais em setores estratégicos como engenharia civil, mineração, energia, saneamento e defesa civil.
Mais informações: https://radaz.com.br
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